De acordo com IBGE, no censo 2010, constatou-se que o Brasil tinha 45.606.048 pessoas que diziam apresentar pelo menos uma deficiência. Dos 45,6 milhões de pessoas com pelo menos uma das deficiências investigadas, 38,5 milhões viviam em áreas urbanas e 7,1 milhões em áreas rurais. Na análise por sexo, 26,5% da população feminina(25,8 milhões) possuía alguma deficiência, contra 21,2% da população masculina (19,8 milhões).
Segundo a Organização das Nações Unidas, prevenção é um conjunto de ações destinadas a impedir a ocorrência de limitações físicas, intelectuais, psíquicas, sensoriais ou evitar que os impedimentos causem deficiência ou limitação funcional permanente.
Considerando-se que 70% dos casos de deficiência podem ser evitados, devemos conscientizar a sociedade sobre algumas medidas e cuidados que devem ser tomados antes e durante a gravidez, na hora do parto e após o nascimento.
A medicina, psicologia e a educação nos indicam uma eficiente alternativa para diminuir este índice de deficiência: a Prevenção. Uma, em cada dez pessoas são portadoras de algum tipo de deficiência, portanto a prevenção, deveria interessar a todos os cidadãos.
Experiências internacionais tem demonstrado que o modelo centrado no tratamento e não na prevenção se tornou insustentável em quase todas as partes do mundo. Um avanço no processo educativo do país, junto da prevenção, se torna necessário, para assim se conseguir a redução dos índices da deficiência.
Para falar em prevenção é necessário considerar a difícil crise sócio-econômica que o país se encontra, onde as áreas da saúde e educação são historicamente as mais prejudicadas. A saúde passa por um 'descaso' que vem desde a crise de prestígio dos profissionais, o despreparo técnico, o desinteresse e desmotivação profissional até fraudes e corrupções, além do sucateamento dos serviços e abandono administrativo. Mas também temos que considerar que é um momento em que a sociedade exige dos profissionais e instituições, maior eficácia e resolutividade terapêutica em suas ações de saúde. Mais preocupante fica quando nos damos conta de que as conseqüências do atendimento precário e inadequado a gestantes e recém nascidos são causas das deficiências ocorridas no dia-a-dia.
Quando ouvimos falar 'saúde um direito de todos', logo pensamos em saúde de qualidade, não só como atuação específica, mas envolvendo várias dimensões, políticas, econômicas, culturais, sociais, habitacionais, educacionais, alimentares e, portanto é resultado de diferentes setores sociais, levando ao coletivo a melhoria de qualidade de vida. Assim a responsabilidade da manutenção da saúde é interdisciplinar e intersetorial.
Neste contexto, vê-se a importância de priorizar ações de prevenções, pois, segundo a ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE, 70% das deficiências poderiam ser evitadas se houvesse maior investimento nessa área. E quando se fala em investimento, não significa custo alto, pois sabe-se que algumas ações de prevenção tem custo irrisório comparados com a reabilitação, que tem necessidade de tecnologias mais avançadas além de técnicos mais especializados.
Objetivos:
Propiciar ações de conscientização no município de Capivari de Baixo, visando o desenvolvimento de uma ampla cultura de prevenção de deficiência.
Na semana nacional da pessoa com deficiência, em Agosto de 2013, houve o lançamento do Projeto. Para registrar o momento foi realizada uma entrevista na Rádio Comunitária de Capivari de Baixo, com a coordenadora da Prevenção em nossa APAE, a psicóloga Flávia Borges e presença do Prefeito da cidade Sr. Moacir Rabelo.